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Chorão-das-praias: Maus conselhos no jornal Público

publico artigo carpobrotus

Não vamos cultivar chorão-das-praias (clique na imagem para ver o artigo em .pdf)

Actualização: a APH enviou-nos um esclarecimento sobre este artigo ( ver depois do texto)

No passado dia 13 de Julho, o jornal Público publicou um artigo de jardinagem no suplemento Fugas,  a recomendar a plantação de chorão-das praias, uma actividade proibida por lei.

Margarida Costa, Engenheira Hortofrutícola, Arquitecta Paisagista e membro da Associação Portuguesa de Horticultura, assina um artigo a incentivar principiantes na jardinagem a começarem por espécies suculentas, por serem resistentes e de fácil manutenção. Apesar de louvável, o seu conselho inclui uma espécie invasora que, devido às suas características, tem impactes graves nos ecossistemas onde se insere.

Além dos problemas que pode causar no ambiente, esta planta é listada como invasora na legislação Portuguesa (Decreto Lei n.º 565/99) e, como tal, segundo o nº2 do Artigo 8º deste Decreto:

É proibido o cultivo, a criação ou a detenção em local confinado e a utilização como planta ornamental ou animal de companhia de espécimes das espécies constantes do anexo I identificadas como invasoras; a cedência, a compra, a venda, a oferta de venda e o transporte de espécimes das espécies constantes do anexo I identificadas como invasoras fica restrita a espécimes ou partes de espécimes não-vivos e sem propágulos viáveis, como forma de prevenir a possibilidade de introdução ou de repovoamento através de evadidos.

Por estas razões, desaconselhamos em absoluto a plantação de chorão-das- praias (Carpobrotus edulis).

Agradecemos ajuda na divulgação desta informação – a plantação desta planta invasora, que tantos impactes negativos tem causado nos nossos ecossistemas costeiros, não pode ser estimulada.

 

Saibam mais sobre a situação das plantas invasoras em Portugal

ACTUALIZAÇÃO:

A Associação Portuguesa de Horticultura enviou-nos um esclarecimento sobre este tópico:

No seguimento do artigo publicado na Fugas de 13/07/13, intitulado “Vamos cultivar suculentas” parece que não fomos claros na mensagem que queríamos transmitir e que levou à publicação do vosso artigo ‘Não vamos plantar chorão-das-praias – Artigo no Público dá maus conselhos de jardinagem’, pelo que vimos por este meio clarificá-la.

Para explicar o que são plantas suculentas apresentámos alguns exemplos das mesmas, entre as quais a planta conhecida por chorão-das-praias, por ser facilmente identificável pelo público em geral. A nossa intenção quanto a esta planta era apenas servir de exemplo do que é uma planta suculenta. Quando sugerimos a plantação de suculentas tínhamos em mente plantas de pequeno porte e de crescimento menos vigoroso. Não podíamos aconselhar a plantação do chorão-das-praias uma vez que, como referem, esta integra a lista de plantas invasoras da legislação portuguesa.

A foto confunde ainda mais o leitor sobre a nossa mensagem, mas somos alheios à sua escolha.

Estamos também a elaborar um esclarecimento para publicação no próximo artigo sobre Jardinagem.

Pelos eventuais mal entendidos pedimos as nossas mais sinceras desculpas.
Associação Portuguesa de Horticultura

Agradecemos à APH a sua resposta.

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    Comments

    1. Pingback: Quinta do Sargaçal – Jornal Público aconselha plantação de chorão-das-praias +

    2. Diogo Ricou
      Julho 25th

      Não me parece de todo que a ideia tenha sido essa, até pelo texto do artigo, e dar esse exemplo foi de péssimo gosto, existem outras que sendo também conhecidas do publico fariam muito mais pelo artigo do que o exemplo apresentado.

    3. o que fazer se o meu vizinho tem o seu terreno cheio de invasores que acabam por vir proliferar na minha mata não conseguindo me livrar delas?

    4. Angelina Calixto
      Julho 28th

      Invasoras na faixa costeira,mas tem o seu eco sistema.Num terreno que não seja arenoso,dá para ver.
      Há uns anos falava-se que tinha uma aplicação em ……..será por isso que lhe dão nome de má planta.
      Faz um bom húmus.
      Não temos de ser tão venenosos Podia acontecer era começarem a desaparecer da costa e a areia fustiga-nos no dia de vento,mas não se estende de qualquer maneira.