biocontrol&efsa

Controlo biológico de Acacia longifolia

O controlo biológico consiste na utilização de inimigos naturais (predadores, parasitas, parasitóides, etc.) para reduzir os impactes causados pelas espécies invasoras.

Esta metodologia de controlo, em particular contra plantas invasoras, tem sido usada com sucesso na África do Sul, Austrália, Nova Zelândia e América do Norte. Na Europa, apenas no Reino Unido está autorizada a libertação de dois agentes de controlo biológico contra plantas invasoras: um insecto (Aphalara itadori) para controlo de Reynoutria japonica (sanguinária-do-Japão) e um fungo para controlo de Impatiens glandulifera. Em Portugal, o uso do controlo biológico contra plantas invasoras ainda não é uma alternativa, embora já tenham sido iniciados estudos com algumas espécies.

Uma dessas espécies é uma vespa-australiana-formadora-de-galhas (Trichilogaster acaciaelongifoliae) para controlo de Acacia longifolia (acácia-de-espigas). Os bons resultados obtidos nos testes de especificidade, em quarentena, para avaliar a hipótese de utilização deste agente de controlo biológico, conduziram à realização do pedido para a sua libertação, estando atualmente o processo em análise pelas autoridades competentes.

Na reunião, realizada na Comissão Europeia, em Bruxelas, o Comité Fitossanitário Permanente, da Direcção Geral da Saúde e Consumidores da Comissão Europeia, decidiu solicitar à EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos) a elaboração de uma análise de risco, a qual deverá estar concluída na Primavera de 2015.

“EFSA will examine the risk of T. acaciaelongifoliae establishing and spreading as well as any potential impact on plant health. Professor Mike Jeger, Chair of EFSA’s Panel on Plant Health (PLH), said: “It’s an interesting request because typically we start pest risk assessments by examining the probability of entry of an organism, but in this case we would be issuing an invitation to the wasp.

“Before we open the door, though, it is vital that we accurately assess the potential impact for non-target species. It might be that T. acaciaelongifoliae is effective at controlling A. longifolia, but if it has harmful side-effects for other plants then we would just be solving one problem and creating another.”

EFSA

A análise dos potenciais efeitos indiretos causados pelo agente T. acaciaelongifoliae estão também a ser avaliados no projeto “INVADER-B – Gestão de plantas Invasoras em Portugal: da prevenção à Detecção Remota e controlo biológico de Acacia longifolia“, iniciado há pouco mais de 1 ano, e que tem como principal objectivo contribuir de forma relevante para o controlo de Acacia longifolia em Portugal.

Etiquetas:, , ,

    Comments

    1. Filomena Calisto
      Novembro 2nd

      Não há receios na introdução de um inseto k ppde vir a ser prejudicial aos nossos? P ex abelhas.

      • Elizabete Marchante
        Novembro 3rd

        Boa tarde,

        O insecto é especifico para acácia-de-espigas, passa grande parte da sua vida dentro da galha que promove, pelo que a possibilidade de interacção com outros insectos é muito reduzida. Poderá interagir com insectos que parasitem ou ocupem as galhas, mas a acácia-de-espigas já diminuiu muito esses insectos :( Venha saber mais sobre o tema no nosso seminário do dia 27: http://invasoras.pt/seminario_invader-b/