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Acacia longifolia

Arbusto ou pequena árvore perene, de espigas amarelo-vivo; muito frequente em dunas.

Nome científico: Acacia longifolia (Andrews) Willd.

Nomes vulgares: acácia-de-espigas, acácia-de-folhas-longas, acácia

Família: Fabaceae (Leguminosae)

Estatuto em Portugal: espécie invasora (listada no anexo I do Decreto-Lei n° 565/99, de 21 dezembro)

Nível de risco: 30 | Valor obtido de acordo com um protocolo adaptado do Australian Weed Risk Assessment (Pheloung et al. 1999), segundo o qual valores acima de 6 significam que a espécie tem risco de ter comportamento invasor no território Português | Actualizado em 30/09/2015.

Sinonímia: Acacia longifolia (Andrews) Willd. var. typica Benth., Mimosa longifolia Andrews, Mimosa macrostachya Poiret, Phyllodoce longifolia (Andrews) Link, Racosperma longifolium (Andrews) Martius

NOVIDADE: Em Julho de 2015, foi autorizada a libertação de um agente de controlo natural para conter a dispersão desta espécie, estando planeadas as primeiras largadas em Outubro de 2015.

Data de atualização: 23/10/2015

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Como reconhecer

Arbusto ou pequena árvore de até 8 m.

Folhas: perenes, reduzidas a filódios laminares, oblongolanceolados; com 2-4 nervuras longitudinais.

Flores: amarelo-vivo reunidas em espigas axilares.

Frutos: vagens cilíndricas, contorcidas na maturação; sementes com funículo curto, esbranquiçado.

Floração:dezembro a abril.

Espécies semelhantes

Acacia cyclops (acácia) é semelhante mas tem filódios normalmente menores, mais claros e ligeiramente falciformes, as flores estão reunidas em capítulos, a vagem é comprimida e o funículo é escarlate e envolve completamente a semente. Acacia melanoxylon (austrália) também tem alguma semelhança, mas os filódios são falciformes, as flores reúnem-se em capítulos e as sementes são totalmente envolvidas por um funículo cor-de-laranja.

 

Aspeto geral da planta
Aspeto geral da árvore
Aspeto geral da árvore, antes da floração
Aspeto da árvore quando isolada (espaço ajardinado)
Aspeto da árvore
Pormenor dos filódios com várias nervuras longitudinais
Flores amarelas reunidas em capítulos
Vagens imaturas (verde-amarelado, mais brilhante, entre os filódios)
Folhas recompostas verde-acinzentadas
Folha recomposta evidenciando o ráquis central com pequenas glândulas apenas na junção das pínulas
Flores amarelo-vivo reunidas em capítulos
Vagens castanho-avermelhadas, ± contraídas entre as sementes.
Aspeto geral
Folhas recompostas, com estípulas espinhosas na base.
Pormenor das estípulas espinhosas
Capítulos de flores amarelo-vivo, evidenciando várias fases de desenvolvimento
Vagens imaturas, curvas em forma de foice.
Filódios evidenciando as várias nervuras longitudinais
Pormenor das gemas florais, evidenciando já a forma de pequenas espigas
Ramos com flores amarelo-vivo reunidas em espigas cilíndricas
Pormenor das vagens imaturas, no início do desenvolvimento
Vagens contorcidas na maturação
Vagens maduras evidenciando as sementes com funículo curto, esbranquiçado
Ramo evidenciando as folhas recompostas verde-escuras e os ápices dourados nos raminhos jovens
Folha recomposta evidenciando as glândulas distribuídas ao acaso ao longo do ráquis central
Pormenor de um ápice jovem dourado
Flores amarelo-pálidas reunidas em capítulos
Ramos evidenciando pequenas vagens em início de desenvolvimento no meio da folhagem
Vagens castanho-escuras, contraídas entre as sementes
Roseta basilar de folhas de grande dimensão
Aspeto geral de uma árvore isolada
Aspeto geral da árvore em plena floração
Aspeto geral da árvore
Filódios falciformes, com uma única nervura longitudinal, evidenciando a assimetria na base
Ramo jovem evidenciando folhas recompostas e filódios falciformes com várias nervuras longitudinais
Pormenor da transição de folhas compostas para filódios
Filódios de uma árvore adulta evidenciando a forma falciforme e as várias nervuras longitudinais
Flores amarelo-pálidas, reunidas em capítulos
Pormenor das vagens imaturas evidenciando o aspeto contorcido
Flores amarelo-douradas, reunidas em capítulos
Espécie semelhante: Acacia saligna é parecida mas os filódios são verde-azulados e simétricos na base
Flores amarelo-pálidas, reunidas em capítulos
Vagens castanho-claras comprimidas, subretas
Aspeto geral da planta em floração
Filódios verde-glaucos, simétricos na base, com uma nervura longitudinal
Flores amarelo-douradas reunidas em capítulos
Vagens imaturas, contraídas entre as sementes
Aspeto geral de uma planta jovem
Parte de uma folha jovem evidenciando os folíolos terminais avermelhados
Pormenor dos recortes (2-4 lobos irregulares) na base dos folíolos
Pormenor das flores esverdeadas
Frutos avermelhados, no início da maturação
Aspeto geral da planta
Folhas recompostas
Pormenor de uma espiga de flores no início do desenvolvimento
Espiga de flores
Vagens maduras, castanho-escuras, comprimidas e retas
Ramo com vagens maduras evidenciando o seu aspeto contorcido
Folhas linear-lanceoladas
Aspeto geral da planta
Aspeto geral da planta
Aspeto geral da planta
Aspeto geral da planta
Capítulos minúsculos distribuídos ao longo dos ramos laterais
Aspeto geral da planta
Pormenor das sementes completamente rodeadas por funículo alaranjado
Aspeto geral evidenciando as flores reunidas em panículas oblongas, densas, +/- contraídas
Aspeto geral da planta
Aspeto geral da planta
Aspeto geral da planta em floração
Detalhe das folhas evidenciando uma com 3-lobos e várias lanceolado lineares, inteiras
Aspeto geral da planta
Folhas jovens opostas, ovadas a lanceoladas, verde-azuladas
Folhas adultas alternas, lanceoladas-falciformes
Flores evidenciando os estames grandes, muito numerosos, branco-amarelados
Botões florais
Aspeto geral da planta evidenciando os ápices avermelhados das folhas
Folhas lanceoladas ao longo de raminhos avermelhados
Aspeto geral da planta
Pormenor das folhas em agulha
Flores pouco vistosas, reunidas em pequenos grupos nas axilas das folhas
Folículo lenhoso
Planta queimada com muitos frutos
Aspeto geral da planta
Folhas ovado-lanceoladas, de margem ondulada
Pormenor das flores com estames amarelos
Aspeto geral da planta
Folhas imparifolioladas e vagens imaturas
Pormenor dos ramos com estípulas espinescentes
Flores brancas, vistosas
Vagens planas, ligeiramente contraídas entre as sementes
Aspeto geral da planta
Pormenor das folhas penatipartidas evidenciando a página inferior branco-tomentosa e a página superior verde
Pormenor das flores negro-esverdeadas do centro do capítulo rodeadas pelas flores marginais amarelas
Capítulo fechado com brácteas involucrais de margens escariosas e apêndice terminal com recortes profundos
Capítulo na fase de frutificação evidenciando as cipselas densamente lanosas
Folhas lanceolado-lineares, longamente atenuadas em ponta fina
Pormenor da base das folhas com bainha a envolver o colmo (parte vertical) e aurículas verde-amareladas
Pormenor dos rizomas subterrâneos
Capítulos com flores marginais branco-esverdeadas e flores do centro amarelo-esverdeadas
Pormenor das folhas tripartidas
Pormenor de uma roseta basal jovem que resultou da recuperação de uma planta cortada
Pormenor das folhas evidenciando as margens cortantes
Aspeto das panículas
Aspeto geral da planta
Pormenor da flor
Pormenor de uma flor purpúrea
Cápsula espinhosa ainda imatura
Cápsula espinhosa madura
Pormenor de uma cápsula madura evidenciando as sementes negras no interior
Capítulos numerosos evidenciando as flores marginais liguladas, umas brancas outras rosadas
Capítulo de flores marginais brancas e flores de disco amarelas
Aspeto geral da planta
Pormenor da folha com espinhos marginais
Pormenor do início do desenvolvimento de uma inflorescência
Aspeto geral da planta
Pormenor das folhas ovadas com a margem levemente serrada
Capítulos evidenciando as 5 flores liguladas brancas e as flores do disco amarelas
Pormenor do papilho de pelos curtos cuja disposição se assemelha a uma estrela
Aspeto geral da planta
Aspeto geral da planta
Folhas trifoliadas com folíolos obcordiformes
Pormenor das flores com pétalas amarelas
Aspeto geral da planta
Pormenor das folhas lineares evidenciando os pequenos cílios na parte superior da bainha
Cachos espiciformes, digitados, 1 ± séssil (direita) e o outro pedunculado (esquerda)
Aspeto geral da planta
Pormenor das folhas ovado-lanceoladas
Frutos no início do desenvolvimento, onde ainda se distinguem os segmentos que os formam
Pormenor de um cacho de flores
Bagas pretas
Aspeto geral da planta
Pormenor das folhas branco-tomentosas
Pormenor das folhas ovadas a agudas
Pormenor de uma flor evidenciando os seis estames com anteras amarelas
Aspeto geral da planta
Folhas com margem espinhosa e espinho apical anegrado, reunidas em roseta basilar
Pormenor das flores amarelo-esverdeadas (pequena parte de uma panícula )
Pormenor das folhas carnudas
Pormenor da secção transversal das folhas em triângulo equilátero
Pormenor de uma flor cor-de-rosa evidenciando os estames amarelos numerosos
Pormenor de uma flor amarela evidenciando as pétalas e os estames muito numerosos
Aspeto geral da planta
Pormenor de um cladódio oblongo
Pormenor de uma flor cor-de-laranja com estames amarelo-pálidos
Pormenor dos frutos obovóide-oblongo, comestíveis
Pormenor dos cálices
Pormenor das flores afuniladas, grandes, azuis que se tornam rosadas ao murchar
Folhas deltoides, lustrosas, com 3-5 lobos agudos de cada lado, dando-lhes um aspeto anguloso
Pormenor das flores tubulosas amarelas reunidas em capítulos
Pormenor das folhas verdes (Foto: Francisco Carrapiço)
Pormenor das folhas avermelhadas (Foto: Lísia Lopes)
Folhas aéreas evidenciando os pecíolos muito intumescidos na metade inferior
Flores azuis/violetas reunidas numa espiga (Foto: Lísia Lopes)
Área invadida (Foto: Lísia Lopes)
Folhas recortadas em muitos segmentos e reunidas em grupos de 4-6 por cada nó
Vista lateral das flores
Pormenor das folhas de Egeria densa, espécie muito semelhante a Elodea canadensis mas com mais do que três folhas inseridas em cada nó.
Pormenor da flor masculina de Egeria densa, espécie semelhante a Elodea canadensis mas cujas pétalas são mais compridas (7-12 mm).
Inflorescências, cada uma reunindo várias espigas sobrepostas
Pormenor de uma inflorescência evidenciando as anteras
Pormenor de uma folha evidenciando os recortes profundos (em 8-30 segmentos)
Área invadida
Aspeto lateral de um ramo
Pormenor de flores em diferentes fases do desenvolvimento: uma aberta e outras já sem as pétalas
Pormenor das flores (Foto: Lísia Lopes)
Pormenor das cápsulas vistas ao microscópio (Foto: Sílvia Castro)
Cápsulas fechadas
Cipselas (castanhas) com papilhos de pelos na parte superior
Espécie semelhante:Albizia julibrissin tem semelhanças mas as vagens são mais irregulares e as folhas são maiores (com mais pínulas e folíolos)
Área invadida
Área invadida
Área invadida
Flores, pouco vistosas, reunidas em fascículos nas axilas das folhas
Aspeto geral da planta (Foto: Cristina Medeiros)
Planta jovem evidenciando os caules purpurescentes (Foto: Cristina Medeiros)
Folhas triangulares a romboidais, com as margens serradas (Foto: António Pestana)
Flores reunidas em capítulos densos (Foto: António Pestana)
Aspeto geral da planta (Foto: Direção Regional dos Recursos Florestais)
Flores amarelas, tubulosas dispostas em inflorescências eretas (Foto: Ruben Heleno)
Pormenor dos estames (Foto: Direção Regional dos Recursos Florestais)
Pormenor das cápsulas vermelho-alaranjadas por dentro (Foto: Ruben Heleno)
Pormenor dos rizomas (Foto: Direção Regional dos Recursos Florestais)
Aspeto geral da planta
Pormenor das folhas lobadas e de pecíolos longos
Pormenor do caule e das folhas, evidenciando os pelos que os revestem
Pormenor de um capítulo de flores
Pormenor dos espinhos nos pecíolos e nervuras das folhas
Pormenor do fruto oblongo, avermelhado (Foto: Direção Regional dos Recursos Florestais)
Pormenor dos capítulos
Vagens maduras, abertas evidenciando algumas sementes
Pormenor do ritidoma evidenciando as estrias longitudinais
Área invadida (Foto: Direção Regional dos Recursos Florestais)
Pormenor de um capítulo na fase de fruto (cipselas)
Área invadida, num sistema dunar onde Acacia longifolia atinge quase a duna primária
Espécie semelhante: Acacia melanoxylon é semelhante mas as vagens são mais largas e as sementes são completamente envolvidas por um funículo cor-de-laranja
Espécie semelhante: os filódios de Acacia melanoxylon são semelhantes mas têm forma falciforme em vez de serem direitos
Espécie semelhante: Acacia cyclops é semelhante mas as vagens são mais largas e as sementes são completamente envolvidas por um funículo escarlate
Interior de uma área invadida evidenciando a grande quantidade de folhada e a ausência de outras espécies
Vagens maduras, abertas evidenciando as sementes completamente rodeadas por um funículo escarlate
Espécie semelhante: Acacia dealbata é muito parecida mas as folhas são verde-acinzentadas e o ráquis apresenta glândulas apenas na zona de inserção das pínulas
Vagens contorcidas, maduras e já sem sementes
Aspeto do interior de uma área invadida evidenciando a ausência de outras espécies
Área de montanha invadida
Zona ripícola invadida
Vagens imaturas
Pormenor das vagens
Vagens maduras, abertas, evidenciando as sementes de funículo muito curto
Área invadida junto a uma estrada
Área invadida (Foto: Ruben Heleno)
Pormenor da semente evidenciando o funículo esbranquiçado e curto
Área invadida num sistema dunar
Área invadida junto a uma estrada
Área invadida numa zona de montanha
Pormenor de filódios de rebentos ladrão, muito mais largos que os outros filódios
Pormenor da gemas florais, evidenciando já a forma do pequeno capítulo globular
Área invadida
Pormenor das sementes, ainda imaturas, completamente rodeadas pelo funículo
Área invadida
Pormenor de um grupo de cápsulas (frutos), triangulares, oblongas
Pormenor do disco do capítulo após a queda dos frutos
Pormenor da parte inferior de um capítulo evidenciando as brácteas involucrais em várias séries
Área invadida numa arriba litoral
Área invadida (Foto: Manuel José Jesus)
Azolla filiculoides (avermelhada) junto de outras plantas aquáticas (Foto: Lísia Lopes)
Área invadida ( Azolla filiculoides corresponde à área avermelhada) (Foto: Lísia Lopes)
Área invadida
Aspeto geral da inflorescência
Pormenor dos capítulos ovoide-globosos arroxeados
Capítulos evidenciando as flores amarelas (centro) e as brácteas involucrais (baixo, esquerda) (Foto: Lísia Lopes)
Capitulos de flores amarelas tubulosas (Foto: Lísia Lopes)
Pormenor de um botão floral
Fruto carnudo, de forma ovoide
Área invadida
Área invadida, junto ao mar
Área invadida
Área de berma de estrada invadida onde, após um corte, as canas proliferaram no próprio alcatrão
Aspeto de uma roseta basilar de folhas, num sistema dunar
Área invadida num sistema dunar
Área invadida (Foto: Lísia Lopes)
Área invadida, nas duas margens do curso de água
Pormenor de capítulos de flores (à direita) e de cipselas (frutos, à esquerda)
Capítulo de cipselas (frutos) algumas com papilho acastanhado de pelos compridos
Folículo lenhoso ainda imaturo
Aspeto dos folículos (frutos) lenhosos, maduros
Área invadida
Área invadida
Plântulas evidenciando os dois cotilédones arredondados
Área invadida (espécie rupícola)
Espécie semelhante: as folhas de A. longifolia são parecidas mas têm várias nervuras; o fruto é uma vagem
Área invadida, num cabo junto ao litoral
Área invadida num sistema dunar
Área invadida, num talude, evidenciando flores de duas cores
Área invadida
Área invadida (“tapete” à superfície da água) (Foto: Lísia Lopes)
Área invadida (vários “tapetes” à superfície da água)
Área invadida (Foto: Sílvia Castro)
Aspeto do ritidoma de uma árvore adulta
Pormenor de um rebento jovem, sem folhas, evidenciando uma cicatriz folhear
Área invadida
Pormenor de capítulos ainda fechados
Frutos maduros, abertos, evidenciando as sementes envolvidas por mucilagem
Pormenor de espiguetas evidenciando os estames (mais escuros) e os estigmas (plumosos)
Pormenor de capítulos de flores muito jovens
Área invadida por Egeria densa, espécie muito semelhante a Elodea canadensis, mas cujas flores se elevam até 3 cm acima da água.
Área invadida
Área invadida
Área invadida
Espécie semelhante: a flor de Petunia integrifolia tem alguma semelhança mas as folhas são muito mais pequenas
Aspeto de uma zona invadida, no período de inverno, em que as árvores se encontram sem folhas
Pormenor das flores amarelas reunidas em capítulos
Aspecto geral da árvore quando isolada
Planta onde se observam os rizomas, as folhas de pecíolos longos reunidas numa roseta e as flores reunidas em umbela
Detalhe de uma fronde onde se observam os lóbulos com margens curvas
Frondes onde é possível observar as suas bases castanhas
Coroa de frondes densa
Pormenor da página inferior de uma fronde com esporos
Pormenor da página superior de uma fronde
Coroa de aspecto pendente composta por várias frondes
Pormenor da base das estipes
Pormenor do caule com cicatrizes ovais resultantes da queda das estipes
Planta jovem a desenvolver-se em rocha vulcânica
Frondes com segmentos falciformes, de superfície superior verde-brilhante
Pormenor da planta onde se observa uma flor urceolada e uma folha coberta de pelos.
Pormenor de uma folha trifoliolada com folíolos cordiformes pubescentes
Detalhe da organização das flores em umbela

Há várias espécies de acácias em Portugal que apresentam características muito semelhantes. Se tem dificuldade em distingui-las consulte a chave simplificada que preparámos para identificar as espécies do género.

 Características que facilitam a invasão

Reproduz-se por via seminal produzindo muitas sementes, que permanecem viáveis no solo durante muitos anos. A produção de sementes chega a atingir 12000 sementes/m2/ano, a grande maioria concentrada debaixo da copa da árvore. As sementes são dispersas por animais, sobretudo por pássaros e formigas, causando o aparecimento de focos de invasão. A germinação é estimulada pelo fogo. Apresenta taxa de crescimento elevada.

A espécie também se reproduz por via vegetativa, formando rebentos de touça em algumas situações. No entanto, em zonas de subcoberto, em algumas condições climáticas ou estações do ano a espécie rebenta muito menos vigorosamente ou pode mesmo não formar rebentos.

 

Área de distribuição nativa

Sudeste da Austrália.

 

Distribuição em Portugal

Portugal continental (Trás-os-Montes, Minho, Douro Litoral, Beira Litoral, Estremadura, Ribatejo, Alto Alentejo, Baixo Alentejo, Algarve), arquipélago da Madeira (ilhas da Madeira e Porto Santo).

Para verificar localizações mais detalhadas desta espécie, verifique o mapa interactivo online. Este mapa ainda está incompleto – precisamos da sua ajuda! Contribua submetendo registos de localização da espécie onde a conhecer.

A.longifolia

Áreas geográficas onde há registo da presença de Acacia longifolia

Outros locais onde a espécie é invasora

Europa (França, Espanha, Itália, Turquia), África do Sul, Nova Zelândia,América do Sul (Brasil), oeste dos EUA (Califórnia), Ásia (Israel).

 

Razão da introdução

Para fins ornamentais e para controlo de erosão, principalmente em dunas costeiras.

 

Ambientes preferenciais de invasão

Dunas costeiras, alguns cabos e nas margens de linhas de água.

Surge também, apesar de menos frequentemente, em margens de vias de comunicação e áreas de montanha mais interiores.

É uma das espécies invasoras com maiores impactes nos ecossistemas dunares.

Impactes nos ecossistemas

Forma povoamentos muito densos impedindo o desenvolvimento da vegetação nativa, diminuindo o fluxo das linhas de água.

Produz muita folhada rica em azoto, e promove a alteração da composição (carbono e nutrientes, principalmente azoto) e da microbiologia do solo.

Mais informação sobre impactes em publicações.

Impactes económicos

Custos elevados na aplicação de medidas de controlo.

 

Habitats Rede Natura 2000 mais sujeitos a impactes

– Galerias e matos ribeirinhos meridionais (Nerio-Tamaricetea e Securinegion tinctoriae)  (92D0 pt1, pt2);
– Falésias com vegetação das costas atlânticas (1230);
– Dunas móveis do cordão litoral com estorno (Ammophila arenaria) («dunas brancas») (2120);
– Dunas fixas com vegetação herbácea («dunas cinzentas») (2130);
– Dunas fixas descalcificadas atlânticas (Calluno-Ulicetea) (2150);
– Dunas com salgueiro-anão (Salix repens ssp. argentea) (Salicion arenariae) (2170);
– Dunas arborizadas das regiões atlântica, continental e boreal (2180);
– Depressões húmidas intradunares (2190);
– Dunas com prados da Malcolmietalia (2230);
– Dunas litorais com Juniperus spp. (2250);
– Dunas com vegetação esclerofila da Cisto-Lavenduletalia (2260);
– Dunas com floresta de pinheiro-manso  (Pinus pinea) e/ou pinheiro-bravo (Pinus pinaster) (2270);
– Dunas interiores com prados abertos de Corynephourus e Agrostis (2330);
– Cursos de água de margens vasosas com vegetação de Chenopodium rubri p. p. e da Bidention p. p. (3270).

 

O controlo de uma espécie invasora exige uma gestão bem planeada, que inclua a determinação da área invadida, identificação das causas da invasão, avaliação dos impactes, definição das prioridades de intervenção, seleção das metodologias de controlo adequadas e sua aplicação. Posteriormente, será fundamental a monitorização da eficácia das metodologias e da recuperação da área intervencionada, de forma a realizar, sempre que necessário, o controlo de seguimento.

As metodologias de controlo usadas em Acacia longifolia incluem:

 

Controlo natural

O insecto Trichilogaster acaciaelongifoliae (Hymenoptera: Pteromalidae) é utilizado com sucesso na África do Sul desde 1982. Esta espécie forma galhas nas gemas florais e vegetativas de A. longifolia impedindo a formação de até 90% das sementes. A sua utilização é combinada com o gorgulho [Melanterius ventralis (Coleoptera: Curculionidae)] que se alimenta das poucas sementes formadas.

Os testes de especificidade, em quarentena, para avaliação da segurança de utilização de T. acaciaelongifoliae em Portugal foram oficialmente autorizados tendo sido concluídos em 2010. Foi autorizada a libertação em meio natural em Julho de 2015, estando planeadas as primeiras largadas em Outubro/Novembro de 2015.

 

Controlo físico

Arranque manual: metodologia preferencial para plântulas e plantas jovens. Em susbtratos mais compactados, o arranque deve ser realizado na época das chuvas de forma a facilitar a remoção do sistema radicular. Deve garantir-se que não ficam raízes de maiores dimensões no solo.

Corte: metodologia preferencial para plantas adultas. Corte tão rente ao solo quanto possível. Deve ser realizado antes da maturação das sementes. Na maioria das vezes, esta operação é suficiente para o controlo eficaz da espécie. No entanto, há situações em que se verifica o rebentamento da touça após o corte, tornando necessária a aplicação desta metodologia em combinação com outras metodologias, nomeadamente a aplicação de herbicidas, em intervenções posteriores.


Controlo físico + químico

Corte combinado com aplicação de herbicida: aplica-se a plantas adultas. Corte do tronco tão rente ao solo quanto possível e aplicação imediata (impreterivelmente nos segundos que se seguem) da touça com herbicida (princípio ativo: glifosato). Se houver formação de rebentos, estes devem ser eliminados quando atingirem 25 a 50 cm de altura através de corte ou arranque.

Fogo controlado

Pode ser utilizado estrategicamente com o objetivo de estimular a germinação do banco de sementes, e.g., após controlo dos indivíduos adultos (com a gestão adequada da biomassa resultante) ou para eliminação de plantas jovens. Tem como grande vantagem a redução do banco de sementes, quer destruindo uma parte das sementes quer estimulando a germinação das que ficam.

 

Visite a página Como Controlar para informação adicional e mais detalhada sobre a aplicação correta destas metodologias.

Agricultural Research Council – Plant Protection Research Institute – Weed Research Division (2014) Management of invasive alien plants: A list of biocontrol agents released against invasive alien plants in South Africa. Disponível: http://www.arc.agric.za/arc-ppri/Documents/WebAgentsreleased.pdf [Consultado 16/10/2014].

CABI (2012) Acacia longifolia. In: Invasive Species Compendium. CAB International, Wallingford, UK. Disponível: http://www.cabi.org/isc/ [Consultado 06/11/2012].

Dennill GB, Donnelly D, Stewart K, Impson FAC (1999) Insect agents used for the biological control of Australian Acacia species and Paraserianthes lophanta (Willd.) Nielsen (Fabaceae) in South Africa. African Entomology: Memoir no.1: 45-54.

Marchante E, Freitas H, Marchante H (2008) Guia prático para a identificação de plantas invasoras de Portugal Continental. Imprensa da Universidade de Coimbra, 183pp.

Marchante H, Freitas H, Hoffman JH (2010) Seed ecology of an invasive alien species, Acacia longifolia (Fabaceae), in Portuguese dune ecosystems. American Journal of Botany 97 (11): 1780-1790.

Marchante H, Freitas H, Hoffman JH (2011) The potential role of seed banks in the recovery of dune ecosystems after removal of invasive plant species. Applied Vegetation Science 14: 107-119.

Marchante E, Kjøller A, Struwe S, Freitas H (2008) Short- and long-term impacts of Acacia longifolia invasions on the belowground processes of a Mediterranean coastal dune ecosystem. Applied Soil Ecology 40: 210-217.

Pheloung, P.C., Williams, P.A., Halloy, S.R., 1999. A weed risk assessment model for use as a biosecurity tool evaluating plant introductions. Journal of Environmental Management. 57: 239-251.

Mais publicações sobre esta espécie neste menu.

 

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