aster squamatum (29)

Aster squamatus

Erva ereta, até 1 m, de aspeto frágil, com flores branco-esverdeadas minúsculas.

Nome científico: Aster squamatus (Spreng.) Hieron.

Nomes vulgares: estrela-comum, mata-jornaleiros

Família: Asteraceae (Compositae)

Estatuto em Portugal: espécie invasora

Nível de risco: 15 | Valor obtido de acordo com um protocolo adaptado do Australian Weed Risk Assessment (Pheloung et al. 1999), segundo o qual valores acima de 6 significam que a espécie tem risco de ter comportamento invasor no território Português | Actualizado em 30/09/2015.

Sinonímia: Symphyotrichum subulatum (Michx.) G. L. Nesom var. squamatum (Spreng.) S. D. Sundb.

Data de atualização: 26/10/2015

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Erva anual ou bianual de até 1 m, ereta, de aspeto frágil; ramos laterais ascendentes.

Folhas: lineares ou linear-lanceoladas, inteiras e sésseis, com 4-18 x 0,5-1,5 cm.

Flores: reunidas em capítulos minúsculos (7-9 x 2-3 mm), por sua vez distribuídos ao longo dos ramos laterais assemelhando-se a uma panícula pouco densa; brácteas involucrais em várias séries, verdes com margem violeta e escariosa; flores marginais liguladas, branco-esverdeadas; flores do centro tubulosas, esverdeadas.

Frutos: cipselas castanhas, com 2-3 mm, com papilho de pelos.

Floração: maio a novembro.

 

Características que facilitam a invasão

Reproduz-se apenas por via seminal, produzindo muitas sementes, as quais são eficientemente dispersas pelo vento.

Forte comportamento invasor, com capacidade para expandir-se e colonizar novos habitats em pouco tempo.

 

Área de distribuição nativa

América Central e do Sul.

 

Distribuição em Portugal

Portugal continental (todas as províncias), arquipélago dos Açores (ilhas de São Miguel, Santa Maria, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial, Flores), arquipélago da Madeira (ilhas da Madeira e Porto Santo).

Para verificar localizações mais detalhadas desta espécie, verifique o mapa interactivo online. Este mapa ainda está incompleto – precisamos da sua ajuda! Contribua submetendo registos de localização da espécie onde a conhecer.

Áreas geográficas onde há registo da presença de Aster squamatus

Outros locais onde a espécie é invasora

Europa (Espanha, Russia, Grécia, Itália, França), África (Argélia, Egito, África do Sul), Austrália.

 

Razão da introdução

Provavelmente acidental.

 

Ambientes preferenciais de invasão

Apresenta grande valência ecológica, adaptando-se a diferentes meios desde que alguma humidade do solo esteja assegurada.

Ambientes sujeitos à intervenção humana (culturas de regadio, margens de caminhos, jardins abandonados, ruínas, portos, arrozais, escombreiras, etc.) e seminaturais (comunidades halófitas, marismas, ribeiras degradadas, etc.).

Prefere climas suaves do litoral ou de zonas baixas, ambientes abrigados.

 

 

 

Impactes nos ecossistemas

Forma mantos monoespecíficos impedindo o desenvolvimento da vegetação nativa.

 

Impactes económicos

Potencialmente, custos elevados na aplicação das medidas de controlo em áreas de cultivo.

 

Outros impactes

Devido à elevada produção de pólen, é considerada uma planta alergénica.

 

 

O controlo de uma espécie invasora exige uma gestão bem planeada, que inclua a determinação da área invadida, identificação das causas da invasão, avaliação dos impactes, definição das prioridades de intervenção, seleção das metodologias de controlo adequadas e sua aplicação. Posteriormente, será fundamental a monitorização da eficácia das metodologias e da recuperação da área intervencionada, de forma a realizar, sempre que necessário, o controlo de seguimento.

As metodologias de controlo usados em Aster squamatus incluem:

 

Controlo físico (metodologia preferencial)

Arranque manual: aplica-se de plantas de todas as dimensões. É conveniente que seja realizado antes da maturação dos frutos. Em substratos mais compactados, o arranque deve ser realizado na época das chuvas de forma a facilitar a remoção do sistema radicular.

 

Controlo químico

Aplicação foliar de herbicida. Pulverizar com herbicida (princípio ativo: glifosato) limitando o mais possível a aplicação à espécie-alvo.

 

Visite a página Como Controlar para informação adicional e mais detalhada sobre a aplicação correta destas metodologias.

Carvalho JA, Silva L, Land EO (2008) Symphyotrichum subulatum (Michx.) G. L. Nesom var. squamatum (Spreng.) S. D. Sundb. In: Silva L, Land EO, Luengo JLR (eds) Flora e fauna terrestre invasora na Macaronésia. Top 100 nos Açores. Madeira e Canárias, Arena, Ponta Delgada, pp. 315-317.

Dana ED, Sanz-Elorza M, Vivas S, Sobrino E (2005) Especies vegetales invasoras en Andalucía. Consejería de Medio Ambiente, Junta de Andalucía, Sevilla, 233pp.

Marchante E, Freitas H, Marchante H (2008) Guia prático para a identificação de plantas invasoras de Portugal Continental. Imprensa da Universidade de Coimbra, Coimbra, 183pp.

Pheloung, P.C., Williams, P.A., Halloy, S.R., 1999. A weed risk assessment model for use as a biosecurity tool evaluating plant introductions. Journal of Environmental Management. 57: 239-251.

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