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Clethra arborea

Arbusto ou pequena árvore perene, de folhas aglomeradas nas extremidades dos ramos, flores brancas, aromáticas, pendentes e dispostas em cachos.

Nome científico: Clethra arborea Aiton

Nomes vulgares: folhadeiro, folhado, verdenaz, verde-nasce, árvore-dos-lírios-do-vale

Família: Clethraceae

Estatuto em Portugal: espécie invasora (listada no Plano regional de erradicação e controlo de espécies de flora invasora em áreas sensíveis do Governo dos Açores)

Nível de risco: 15 | Valor obtido de acordo com um protocolo adaptado do Australian Weed Risk Assessment (Pheloung et al. 1999), segundo o qual valores acima de 6 significam que a espécie tem risco de ter comportamento invasor no território Português | Actualizado em 30/09/2015.

Data de atualização: 26/10/2015

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Como reconhecer

Arbusto ou árvore de até 8 m, de ritidoma liso, acastanhado ou acinzentado.

Folhas: opostas, oblanceoladas a obovadas, com 9-12 x 4-5 cm, acuminadas, lustrosas, serradas, verde pálido e glabras na página superior, pubescentes na página inferior, de pecíolo curto, avermelhado e pubescente.

Flores: brancas, pendentes, muito aromáticas, com 1-2 cm de diâmetro, hermafroditas, dispostas em cachos simples ou ramificados.

Frutos: cápsulas acastanhadas, muito pequenas (3,5 mm), densamente felpudas.

Floração: agosto a outubro.

 

Características que facilitam a invasão

Reproduz-se por via seminal, produzindo muitas sementes que são facilmente dispersas pelo vento.

Área de distribuição nativa

Portugal (arquipélago da Madeira).

 

Distribuição em Portugal

Arquipélago dos Açores (ilha de São Miguel).

Para verificar localizações mais detalhadas desta espécie, verifique o mapa interactivo online. Este mapa ainda está incompleto – precisamos da sua ajuda! Contribua submetendo registos de localização da espécie onde a conhecer.

Áreas geográficas onde há registo da presença de Clethra arborea

Razão da introdução

Para fins ornamentais.

 

Ambientes preferenciais de invasão

Ravinas, margens de linhas de água e de vias de comunicação.

Também invade áreas naturais.

 

 

Impactes nos ecossistemas

O crescimento rápido leva à formação de áreas densas impenetráveis que podem impedir o desenvolvimento da vegetação nativa.

 

O controlo de uma espécie invasora exige uma gestão bem planeada, que inclua a determinação da área invadida, identificação das causas da invasão, avaliação dos impactes, definição das prioridades de intervenção, seleção das metodologias de controlo adequadas e sua aplicação. Posteriormente, será fundamental a monitorização da eficácia das metodologias e da recuperação da área intervencionada, de forma a realizar, sempre que necessário, o controlo de seguimento.

As metodologias de controlo usadas em Clethra arborea incluem:

 

Controlo físico

Arranque manual: metodologia preferencial para plântulas e plantas jovens. Em substratos mais compactados, o arranque deve ser realizado na época das chuvas de forma a facilitar a remoção do sistema radicular.

 

Controlo físico + químico

Corte combinado com aplicação de herbicida. Corte dos caules tão rente ao solo quanto possível e posterior aplicação de herbicida (princípio ativo: glifosato, triclopir) na zona de corte.

 

Visite a página Como Controlar para informação adicional e mais detalhada sobre a aplicação correta destas metodologias.

 

Moniz J, Silva L (2003) Impact of Clethra arborea Aiton (Clethraceae) in a special protection area of São Miguel island, Azores. Life and Marine Sciences, 20A: 37-46.

Pheloung, P.C., Williams, P.A., Halloy, S.R., 1999. A weed risk assessment model for use as a biosecurity tool evaluating plant introductions. Journal of Environmental Management. 57: 239-251.

Silva L, Tavares J, Smith CW (1999) Luta química contra Clethra arborea, uma invasora em São Miguel. In: IV Encontro Nacional de Protecção Integrada, 3 e 4 de Outubro de 1997, Universidade dos Açores, Angra do Heroismo, Açores, pp. 439-445.

Silva LFD (2002) Azorean introduced plants: Global characterisation and a study case – Clethra arborea (Clethraceae). Proc. Workshop on Invasive Alien Species on European Islands and Evolutionary Isolated Ecosystems and group of experts on invasive alien species. Council of Europe, IT-PVS/INF 33: 21-22.

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