Área invadida (Foto: Sílvia Castro).

Nova forma de reprodução de azedas afecta espécies agrícolas

Investigadores da Universidade de Coimbra e da Universidade de Vigo descobriram que uma nova forma de reprodução de Oxalis pes-caprae está a influenciar o processo de invasão da espécie, podendo ter efeitos importantes para algumas culturas agrícolas.

Os investigadores detectaram que esta espécie da África do Sul se começou a reproduzir como na sua região de origem: de forma sexuada (através de sementes), em vez de exclusivamente por bolbilhos (reprodução assexuada). Até há pouco tempo, a maioria das plantas na área invadida seria um clone.

João Loureiro e Sílvia Castro, do Centro de Ecologia Funcional da UC, envolvidos na investigação, dizem que esta alteração pode influenciar a reprodução de algumas espécies e afectar a dinâmica das populações naturais:

A aquisição de um novo mecanismo de dispersão (sementes) e o aumento da diversidade genética gerada pela reprodução sexuada combina características que podem tornar as plantas mais agressivas e danosas para o ecossistema

O processo de propagação desta planta invasora “passou a ser mais rápido, fácil e muito mais agressivo”, o que pode ter impactes negativos nas áreas agrícolas, as preferidas das azedas. Por exemplo, a couve-galega já sentiu os efeitos desta mudança.

O estudo, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e pela Junta da Galiza, envolveu uma dezena de cientistas portugueses e espanhóis, e dois consultores especialistas no estudo da Oxalis pes-caprae da África do Sul e da República Checa.

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