longifolia  flores velhas e filodios

Novo projecto financiado sobre plantas invasoras

De Julho de 2013 a Novembro de 2015 decorreu o projecto “INVADER-B – Gestão de plantas Invasoras em Portugal: da prevenção à Detecção Remota e controlo biológico de Acacia longifolia, que contou com a participação de vários membros da equipa responsável pelo Invasoras.pt. Este projecto de investigação foi financiado pelo COMPETE e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e colaboraram o Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra (Instituição proponente) e a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra.

As questões científicas fulcrais do projeto visaram a aplicação segura de controlo biológico (ou natural), sendo o objectivo geral contribuir de forma relevante para o controlo de Acacia longifolia em Portugal. Os objetivos científicos foram:

foto projecto1. avaliar os impactes de A. longifolia a um novo nível: redes-de-interação plantas-galhas e suas comunidades associadas;

2. analisar as redes-de-interação de forma a avaliar os efeitos indiretos de Trichilogaster acaciaelongifoliae, quer antes (como uma ferramenta preditiva) quer após (como avaliação) a sua libertação;

3. mapear a distribuição de A. longifolia, em áreas selecionadas, através de deteção remota criando uma ferramenta útil para a gestão desta espécie invasora;

4. avaliar a possibilidade de usar deteção remota (espectroscopia) para monitorizar os efeitos de T. acaciaelongifoliae;

5. avaliar o estabelecimento de T. acaciaelongifoliae e a sua eficácia no controlo de A. longifolia.

O projeto contribuiu, de forma significativa, para o avanço científico ao incluir dois temas inovadores:

1. previsão dos efeitos indiretos de um agente de controlo biológico antes da sua libertação;

2. uso de deteção remota (espectroscopia) para monitorizar os efeitos do agente de controlo biológico e da própria planta invasora.

Para além das questões científicas, o projecto continuou a aumentar a sensibilização dos cidadãos sobre plantas invasoras, nomeadamente a partir da plataforma de ciência-cidadã começada no Invasoras.pt e através da deteção precoce  destas espécies.

 

Mais informações no site do Centro de Ecologia Funcional.

 

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