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Fallopia japonica

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Nova espécie: 

Erva perene com caules aéreos de até 3m e folhas grandes. As flores são esbranquiçadas, pequeninas, e estão reunidas em grupos que aparentam frequentemente estar “salientes”, acima da parte vegetativa da planta.

Nome científicoReynoutria japonica Houtt. = Fallopia japonica (Houtt.) Ronse Decraene.

Nome vulgar: sanguinária-do-Japão

FamíliaPolygonaceae

Estatuto em Portugal: espécie invasora (listada no Decreto-Lei nº 92/2019, de 10 julho)

Nível de risco: 17 | Valor obtido de acordo com um protocolo adaptado do Australian Weed Risk Assessment (Pheloung et al. 1999), por Morais et al. (2017), segundo o qual valores acima de 13 significam que a espécie tem risco de ter comportamento invasor no território Português | Actualizado em 30/09/2017.

Sinonímia: Fallopia  japonica (Houtt.) Ronse Decraene var. japonica, Reynoutria japonica var. compacta (Hook.f.) Moldenke, Reynoutria japonica var. hastata (Nakai ex Ui) Honda, Reynoutria japonica var. spectabilis (Noter) Moldenke, Reynoutria japonica var. terminalis (Honda) Kitag., Reynoutria japonica var. uzenensis Hond,  Pleuropterus cuspidatus (Siebold & Zucc) H. Gross, Polygonum cuspidatum Siebold & Zucc. , Polygonum reynoutria Makino, Polygonum sieboldii Reinw. ex de Vries, Polygonum zuccarinii Small, Tiniaria cuspidata (Houtt.) Hedb., Tiniaria japonica (Houtt.) Hedberg.

 

Data de atualização: 11/06/2020

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Avistamentos actuais da espécie: 
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Como reconhecer

Erva perenerizomatosa, com caules aéreos anuais de até 3 m de altura.

Folhasovadas, truncadas na base, com 5-14 x 3-13 cm, pecioladasglandulosas.

Floresunissexuais, esbranquiçadas, reunidas em fascículos de 2-5 flores, por sua vez reunidos em panículasglandulosas; 5 tépalaspersistentes na frutificação, as 3 externas aladas.

Frutos: secos, trigonais, negros, com 4 x 2 mm.

Floração: julho a setembro.

 

Espécies semelhantes

Por ter folhas maiores, flores unissexuais e não ser trepadeira distingue-se de outras Fallopia (ou Bylderdikia) presentes em Portugal.

Características que facilitam a invasão

Possui órgãos subterrâneos acumuladores de reservas (rizomas), cuja riqueza em amido atinge os 50% de peso seco e que se enterram no solo até aos 3 metros de profundidade. A reprodução dá-se tanto por via sexuada (sementes) como por propagação vegetativa, sendo uma das principais formas de dispersão associada ao transporte de solos contaminados com rizomas. Regenera rapidamente após o corte ou outro tipo de agressão (insectos, herbívoros, acção humana), regenerando as folhas e os caules a partir das reservas acumuladas nos rizomas. Apresenta uma grande rapidez de crescimento dos órgãos vegetativos, atingindo grandes dimensões e podendo “asfixiar” a flora competidora devido à folhagem densa que produz um forte sombreamento. Tem uma boa adaptação dos períodos de floração e frutificação ao clima temperado, aproveitando a maior parte do Verão para acumular substâncias de reserva.

Possui substâncias alelopáticas que produzem necrose nas raízes das plantas próximas.

Área de distribuição nativa

Ásia (Japão, Coreia e China).

Distribuição em Portugal

Portugal continental (Minho,  Douro Litoral e Beira Litoral).

Para verificar localizações mais detalhadas desta espécie, verifique o mapa interactivo online. Este mapa ainda está incompleto – precisamos da sua ajuda! Contribua submetendo registos de localização da espécie onde a conhecer.

 

Outros locais onde a espécie é invasora

Europa Central e em algumas regiões do Sul, América do Norte e Nova Zelândia.

Razão da introdução

Foi introduzida na Europa de forma intencional , primeiro para cultivo forrageiro e melífero e depois como planta ornamental.

Ambientes preferenciais de invasão

Aparece a proliferar em margens de linhas de água, áreas degradadas e naturais de zonas mais frias do Norte do país.

Impactes nos ecossistemas

Compete de forma vantajosa com a vegetação nativa, impedindo a sua regeneração; prejudica a fauna indígena que não está preparada para utilizar esta planta e pode provocar contaminação orgânica nos solos pela má decomposição das suas folhas.

 

Impactes económicos

Diminui a visibilidade nas estradas, danifica canais dos rios, reduz a capacidade de desaguar dos rios e canais ao invadir os bancos, dificulta o tráfico ferroviário, danifica construções e obras públicas, diminui o valor dos pastos, produz danos na paisagem devido aos efeitos de uniformidade que surgem quando invade por completo uma zona.

O controlo de uma espécie invasora exige uma gestão bem planeada, que inclua a determinação da área invadida, identificação das causas da invasão, avaliação dos impactes, definição das prioridades de intervenção, seleção das metodologias de controlo adequadas e sua aplicação. Posteriormente, será fundamental a monitorização da eficácia das metodologias e da recuperação da área intervencionada, de forma a realizar, sempre que necessário, o controlo de seguimento.

As metodologias de controlo usadas em Reynoutria japonica incluem:

Controlo físico

Arranque manual: Nos casos em que a invasão já está consumada, os métodos de controlo possíveis começam pelo arranque de rizomas. No entanto, para este método ser eficaz têm de ser removidos todos os fragmentos, o que pode não ser fácil. Os rizomas podem ser encontrados no solo até uma profundidade de 3 m, tornando-se a sua remoção muito trabalhosa, demorada e dispendiosa e exigindo mão de obra com material adequado (crivos , etc.). Todos os fragmentos extraídos, uma vez retirados, devem ser completamente destruídos ou removidos para local seguro (onde não possam dar origem a uma nova planta). Este método só é válido para os casos de invasões pequenas, muito localizadas. Estas acções podem não ser muito eficazes, porque a planta possui mecanismos de regeneração e os fragmentos resultantes podem converter-se em propágulos que contribuem para a extensão da invasão. Todas as ferramentas utilizadas nas intervenções devem ser cuidadosamente limpas de forma a não transportar fragmentos para outros locais - fragmentos com poucos cm dão origem a uma nova planta. Para que exista alguma eficácia, deve realizar-se a cada 15 dias ao longo do período vegetativo, durante pelo menos 2 anos.

Em pequenas áreas invadidas, já foram utilizados geotêxteis com sucesso para evitar a regeneração após o corte. Este método consiste em cobrir o s