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Planta invasora muito perigosa: sanguinária-do-japão

JÁ VIU ESTA PLANTA? Causa danos graves em infraestruturas e na biodiversidade (proibida, DL 92/2019)

O QUE FAZER:

  • Aprenda a reconhecer a espécie!
  • Se a vir, registe em www.invasoras.pt/mapeamento ou na APP “Plantas Invasoras” (iOS & Android) ou contacte gtfallopia@gmail.com
  • Se a vir à venda (viveiro, florista, internet,...), informe o proprietário que é proibido e/ou alerte as autoridades (SEPNA, ICNF)
  • Se a tem no jardim/terreno elimine-a. Pode arrancar repetidamente e escavar (eliminar partes subterrâneas) ou aplicar herbicida. A biomassa deve ser deixada a secar (ex., em cima de plástico, para impedir que enraíze), colocada num saco robusto (até secar completamente) ou queimada (deppois de seca). Mais informação na Ficha da Espécie.
  • Se a controlar, plante outras espécies para dificultar a reinvasão.
  • Adira à "Rede de Luta contra a Fallopia", que se está a formar (envie mensagem para: gtfallopia@gmail.com
  • Apostar no bom estado de conservação de ecossistemas ripícolas e restauro dos ecossistemas alterados/ intervencionados, o que ajudará a evitar o estabelecimento e a expansão da invasora.
  • Controlar o destino dos solos "contaminados" com Fallopia de forma a evitar a sua transferência e reutilização.

 

O QUE NÃO FAZER:

  • NÃO intervenha/corte sem confirmar se há Fallopia na área.
  • NÃO fragmente rizomas e caules (ex., com cortadores de relva, motorroçadoras) porque fragmentos < 1 cm originam novas plantas em 10 dias! Se o fizer, certifique-se que limpa muito bem as ferramentas! NÃO contribua para criar novos focos de invasão em locais onde voltar a usar as ferramentas!
  • NÃO coloque plantas cortadas/fragmentos no caixote do lixo, na compostagem ou em contato com solo - podem sobreviver!
  • NÃO ignore que a pode receber/ dispersar para outros locais como contaminante do solo e de composto (não aceite solo sem ter certeza que não tem sanguinária-do-Japão).

 

QUE PROBLEMAS CAUSA:

Cresce em solo livre, junto a casas, em muros, pavimentos, passeios, etc. As raízes e rizomas podem danificar essas infraestruturas e interferir com canalizações, tubos de drenagem, esgotos, etc. danificando tubagens e entupindo fossas de drenagem ao explorar fendas/locais mais frágeis em busca de água.

 Os custos de controlo e reparação dos danos causados podem ser muito avultados, de 5.000 a 250.000€/ha/ano, reforçando a urgência de atuação o mais cedo possível. O controlo é desafiante, exigindo, quaisquer que sejam os métodos adoptados, persistência, continuidade das intervenções e muito cuidado na eliminção dos framentos formados, para obter bons resultados.

Mais informação na Ficha da Espécie.

 

O QUE ESTÁ A SER FEITO?

1 - Formou-se o Grupo de Trabalho Fallopia focado em:

  • Fazer o ponto da situação da espécie em Portugal
  • Preparar um plano de ação, incluindo definição de medidas de controlo, sensibilização e divulgação, etc.
  • Dinamizar a "Rede de luta contra Fallopia em Portugal", que reuna as entidades e cidadãos que contribuam para a diminuição dos problemas causados por esta espécie, quer através de divulgação do problema, mapeamento da espécie, ações de controlo, etc.

2 - Dinamização do 1º Webinar "Fallopia japonica – vamos travar esta invasão!", no dia 15 de abril de 2021, online (Zoom)

  • Oradoras: Hélia Marchante (Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra & Centro de Ecologia Funcional) & Elizabete Marchante (Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra & Centro de Ecologia Funcional)
  • Público-alvo: Dirigentes e técnicos de autarquias, de empresas florestais, de gestão de vegetação, ..de gestão de infraestruturas lineares e outros interessados
  • Inscrições gratuitas até 14 abril: http://tiny.cc/Fallopia

 

 

COMO RECONHECER A ESPÉCIE?

Erva de grande porte, até 3 m de altura e com raízes profundas (até 3 m). No verão, apresenta pequenas flores brancas salientes acima dos caules e folhas.

Ápices dos caules em zig-zag e folhas dispostas alternadamente, grandes, em forma de pá, com uma ponta aguda. Pode formar tapetes/ mantos contínuos de grandes dimensões.

Regenera vegetativamente, de forma muito vigorosa, a partir de rizomas e de caules aéreos: pequenos fragmentos originam uma nova planta que pode crescer até 2 m por mês!

Ocorre principalmente na margem de rios e ribeiras, e de vias-de-comunicação e em áreas degradadas.

Mais frequente na Região Noroeste do país, mas está a progredir para Sul (pelo menos até Coimbra).

 

 

Imagens do ciclo de vida e mais informação: https://www.japaneseknotweed.co.uk/japanese-knotweed-identification

 

ESPÉCIES SEMELHANTES

Além de F. japonica podem estar presentes em Portugal híbridos da espécie, muito semelhantes e também invasores. Devem ser tratados da mesma forma.

Existem ainda outras espécies de Fallopia (incluindo uma espécie nativa e outras invasoras), mas por terem folhas muito menores e serem trepadeiras não se confundem facilmente.

Ligustrum lucidum tem flor algo semelhante mas este é lenhosa, ao contrário de Fallopia, tem folhas menores e aos pares.