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Porque é que muitas palmeiras estão a morrer?

Uma praga que já começa a ser bem conhecida no território português é o escaravelho-vermelho-das-palmeiras (Rhynchophorus ferrugineus), originário das zonas tropicais da Ásia e da Oceania. Desde 2007, quando foi detectado no Algarve, este escaravelho tem causado muitos danos em palmeiras do nosso país, levando a que centenas de palmeiras fiquem doentes e tenham que ser abatidas. A Palmeira-das-Canárias (Phoenix canariensis) e a Palmeira-tamareira (P. dactylifera) são especialmente susceptíveis, mas vários géneros de palmeiras são susceptíveis (Arenga, Areca, Brahea, Butia, Borassus, Calamus, Chamaerops, Cocos, Corypha, Caryota, Elaeis, Howea, Jubaea, Metroxylon, Oreodoxa, Phoenix, Roystonea, Sabal, Syagrus,Trachycarpus, Trithrinax, Washingtonia, e ainda outros géneros não pertencentes à familía Arecaceae; Agave (A. americana), Aloe (A. vera), Sacharum (S. officinarum, cana de açucar) e outros podem tornar-se susceptíveis (Naturlink). Actualmente já se encontra desde o Algarve até ao Norte do país.

As notícias sobre esta espécie invasora são frequentes e desta vez foi notícia no jornal Sol por afectar muitas palmeiras emblemáticas em Cascais, entre elas algumas nos jardins do Casino do Estoril.

A Câmara Municipal de Cascais tem implementado medidas de tratamento nas plantas afectadas e notificou os proprietários de palmeiras para fazerem o mesmo. Contudo, ao longo do tempo, o escaravelho-vermelho foi-se adaptando aos químicos utilizados nos tratamentos, o que dificulta o controlo da propagação.

 

O problema, porém, é que, cerca de sete anos passados após a detecção da praga no país, o escaravelho vermelho (Rhynchophorus ferrugineus) aprendeu a resistir aos químicos utilizados nos tratamentos. Por outro lado, os custos associados aos tratamentos, que atingem os 600 euros anuais, também demovem muitos proprietários de os realizar.

Sol

 

Há ainda que ter em conta que o escaravelho consegue voar entre sete a dez quilómetros sem parar, conseguindo assim alcançar facilmente novas áreas.

 

Mais informação, aqui ou folhetos da DRAPLVTICNFMNHNC.